“E mais uma vez, como todas as outras manhãs, abri meus olhos, virei-me de lado e te procurei a minha volta. A mesma decepção de sempre tomou conta de mim. Você não estava ali. As lembranças vieram a tona, o seu sorriso, o seu toque, a forma carinhosa de como você me acalmava quando eu estava nos meus dias terrivelmente desastrosos. A sua voz, ah, a sua voz, era o único som que acalmava a minha alma. Lembro-me muito bem quando ficávamos agarradinhos no sofá apertado da sala, você acariciando os meus cabelos e sussurando bem baixinho em meu ouvido o seu amor por mim. E as nossas brigas? Era até engraçado, a gente brigava, gritava, se xingava, mas no final você sempre vinha atrás de mim, mesmo estando com a razão, você vinha. É que um grande defeito meu é o orgulho, e você sabia dele, não só dele, você sabia de todos os meus defeitos, e mesmo assim nunca, nem por um momento, desistiu de mim. Me acordava com café na cama e me trazia flores todas as primeiras sextas-feiras do mês.. lindo, não? Ele dizia que essa era uma forma dele me agradecer por fazê-lo tão feliz. E a risada dele? era a coisa mais linda e contagiante do mundo. Meu dia podia estar uma bosta, mas era só ele sorrir e fazer aquela carinha boba, que tudo ficava melhor. Ele foi a única pessoa que conseguiu me fazer feliz de verdade, ele foi o único homem que teve o meu coração por completo. Mas a vida, o destino, Deus.. me tirou a única coisa que me restava, ele se foi, e junto com ele, foi a minha felicidade, e a minha alegria de viver.”
~ Thayná Nicchio






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